
«Houve um incêndio naquela casa pobre. Estavam lá dentro duas crianças.
A Isabel entrou na casa por entre o fumo.
Veio de lá com as crianças ao colo.
- Uma menina valente! – disseram os bombeiros.
O repórter do telejornal perguntou-lhe:
- Tu és uma menina valente?
- Não, eu sou a Isabel.
- Que prémio gostavas tu de receber?
- Nenhum.
- Mas tens algum desejo?
- Tenho e não posso realizá-lo.
- Então o que é?
-Gostava de tocar a lua.»
(Castrim, 2004: 1-2)